Brincadeiras à parte, o negócio foi sério e o prejuízo grande. Várias áreas do mercado ainda estão fazendo o cálculo do rombo na casa dos milhões. Nesse caso, o ditado "Tempo é dinheiro" cai como uma luva.
Indústrias com a produção parada, metrô sem funcionar, trânsito caótico com os semáforos desligados, perigo nas ruas, telefones e celulares mudos - dessa vez a Telefônica tem uma desculpa aceitável? - e muitas velas acesas.
E o Governo? Simples assim:
O sistema é confiável e robusto. Este assunto está superado. (Edison Lobão, ministro de Minas e Energia)
Isso é um microacidente dentro de conquistas extraordinárias que o Brasil teve durante sete anos na produção de energia. (Tarso Genro, ministro da Justiça)
Não tivemos falta de geração de energia. A energia começou e continuou sendo gerada, tivemos um problema na linha de transmissão, que ainda não identificamos o exato local. (Presidente Lula)
Finalmente a desculpa do Governo: foi um curto-circuito, provocado por uma intensa chuva, ventos fortes e descargas atmosféricas - nome bonito para raios ou relâmpagos.
Vamos refletir: qual a recomendação dada por especialistas da área quando há uma chuva muito forte, com trovoadas e raios? Desligar os equipamentos elétricos da tomada.
É obvio que isso soa ridículo para uma rede de transmissão de energia elétrica, pois não dá para simplesmente desligá-la. Mas também soa muito mais ridículo que a principal rede de transmissão do país pare simplesmente por causa de uma chuva intensa com raios e ventos fortes. Investiram tanto na interligação do sistema inteiro, mas esqueceram de investir na proteção e na segurança da rede?
Eu pergunto: se realmente o apagão foi por causa de um curto-circuito originado de uma tempestade, por que não houve mais blecautes antes? Ou desde 1999, só houve uma tempestade com raios e ventos fortes?
Como sempre nós acabamos pagando o pato.
Enquanto isso, fico aguardando a próxima tempestade com um certo receio...

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